Salpicos

25 02 2008

Se há coisa que qualquer homem já fez, ainda que de forma involuntária, foi salpicar o rebordo da sanita. Há pessoal que, talvez por preguiça, nunca se digne a levantar a tampa da sanita e encara o acto como um jogo. O objectivo, mais simples que o Pong, é o de acertar no centro do tampa sem salpicar a mesma. Até hoje desconheço se alguma pessoa alguma vez logrou tal feito. Um bom início que sempre ilude a um fim glorioso e sem mácula, ou seja, sem salpico, acaba sempre por terminar naquele esguincho, de efeito inesperado, resultante da contracção do períneo e que, acabe sempre por manchar a performance conseguida até então.
Para os mais cuidados, ou seja, os que levantam a tampa, esta contracção final poderá resultar do esforço adicional de limpar o rebordo da cerâmica sanitária. Desengane-se aquele que pensa que este gesto é motivado pelo sentido de higiene possuído pelo agente mictor. Na verdade o que move este gesto é o receio de ter de ouvir a namorada/esposa/companheira. Quando se ouve – “Olha. Podes chegar aqui? Onde? À casa de banho”. Já se sabe o que vem lá… e nunca envolve cenas do 9semanas e meia.
Não vou entrar pelo assunto da erecção matinal…Basta dizer que nunca fui muito bom no cálculo de parábolas e isso faz das minhas manhãs um pesadelo.


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Uma resposta

5 03 2008
joão

ahahaha! genialíssimo!
“nunca fui muito bom no cálculo de parábolas”
merece uma ovação de pé, e falo por vários ;)

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