Já se lê pela net que a Playboy está a pensar em criar uma edição portuguesa. Eis o primeiro sinal de que Viagra em excesso já está a afectar as capacidade cognitivas do Hugh Heffner. Por muito que se possa pensar que sim, isto é uma óptima ideia, eu penso que não tem grandes pernas para andar. Façamos um estudo de mercado, assim como quem não se importe muito com os detalhes como amostras, instrumentos de recolha de dados e afins que são, em muitas ocasiões, manipuladas de acordo com as vontades de alguns. Quem é que disse que Portugal precisava de Frize figo, de uma pizza de Alheira como a da Telepizza ou, pecado dos pecados, de uma Sumol com travo de chocolate? Não me acredito que um estudo de mercado tenha dito: “Sim. Isso é um óptima ideia. Já agora vamos ponderar a hipótese de lançar um preservativo com sabor a bacalhau e lançá-la numa campanha de Natal!”. Voltando ao core do assunto deste post, a versão Portuguesa da Playboy. Se a considerarmos uma revista masculina então talvez tente entrar no mesmo circuito da Maxmen, FHM e GQ. Fica aqui o registo de que não concordo muito com este conceito pois conheço mulheres que as lêem e não podemos esquecer que existem, com certeza, mulheres cuja apreciação não se limita à procura de retoques de Photoshop.
Voltando às revistas listadas, quiçá a Playboy até tentará persuadir as mesmas pessoas, que já foram capas destas revistas, a dar o corpo ao manifesto e desnudarem-se. Aqui é que a coisa se complica. Uma coisa é fazer uma sessão em lingerie, uns seios com as mãos por cima e uns fundos de costas sensuais e outra coisa é o nu integral. Sim, porque o nu da Playboy, embora artístico, não deixa de ser integral. Logo aí temos um problema que os nossos irmãos brasileiros não têm tido. Pessoas conhecidas que aceitem aparecer em todos os kioskes “but-naked” não devem ser assim tantas no nosso Portugal. Assim sendo teríamos de fazer como algumas edições que aproveitam o arquivo da Playboy e reeditam sessões realizadas com modelos de outros países, nomeadamente os EUA. Isso teria piada ao início, mas depressa ditaria o fim da publicação. O grande sucesso da Playboy brasileira, para além dos artigos que, surpresa das surpresas, são uma parte fundamental da revista, assenta no facto de, no seu longo historial, terem tido como suas centerfolds inúmeras figuras públicas dos media brasileiros. Para ser muito sincero não estou a ver isto a acontecer por cá. Somos um povo de brandos costumes e isto de aparecer com as marufas (como diria o meu amigo Gonçalves) e a tcharaxa para todo o povo ver não me parece que terá grande adesão. Mas isto, tal como as decisões do Sr. Lino, podem mudar de uma dia para outro…
Big gargalhada para a campanha de Natal com sabor a bacalhau.