Não percebo…

4 02 2009

Existem várias coisas que não percebo, não me entram na cabeça e não fazem sentido nenhum. Não estou a falar do facto de termos um nº crescente de desempregados e o governo decidir dar cobertura às aventuras financeiras dos bancos com o dinheiro dos outros. Nem estou, tão pouco, a falar do manancial de processos e situações mal explicadas que parecem fustigar a classe política onde, penso eu de que, a palavra classe é utilizada num sentido muito lato. Segundo nos tem sido dado a entender, classe é algo que não abunda por aqui. A minha confusão, a minha falta de compreensão está, por hoje, direccionada para os ginásios (por esta não esperavas!) e nas paragens cerebrais que alguns dos seus utentes devem ter de quando em vez.

Estamos no inverno, chuvoso por sinal e frio quanto baste. Mesmo no ginásio que frequento existe um fresquinho que primeiro choca, mas que depois, no final de uns 30 minutos até sabe bem com alternativa ao ar condicionado que tem vontade própria e pensa que estamos no meio de África, na savana, ao meio-dia, sem sombra à vista. Esta realidade até nos poderia levar a pensar: “OK. Está fresquinho q.b. Não há necessidade de andar por aí semi-nu.” Errado. Há pessoal que depois de 5 minutos a caminhar num tapete já está a tirar roupa, já está a bufar como se fossem a Vanessa Fernandes no final da prova de ciclismo do Triatlo, já pensam que está na hora prendar os restantes ginasiastas com a visão de algo que antes já pode ter sido um corpo Danone, mas que agora merece a intervenção da Greenpeace com o objectivo de o devolverem ao mar.

O boneco da Michelin pode se parecer comigo em algumas coisas, mas eu tento manter essa semelhança por debaixo de uma t-shirt larga e uma sweat. O meu pneu é para assustar o espelho lá de casa, não para partilhar com o mundo. Um casal de jovens, que não concordam comigo, frequenta o mesmo ginásio que eu e são o melhor exemplo do que quero dizer. Estava eu a fazer uns minutos numa bicicleta que não me leva a lado nenhum quando eles entraram. 5 minutos a correr num tapete e já estavam semi-nús e com o corpo todo a ondular. 15 minutos depois acabaram o treino com o corpo ainda ondular. 30 minutos depois, depois de um banho rápido, saíram das instalações ainda a ondular. 3 metros depois foram abordados por funcionários de uma empresa de energias renováveis. A empresa desafiou-os a colocarem uma minicentral no seu corpo e a converterem essa ondulação em energia que daria para iluminar a principal avenida da cidade. Insinuaram que o acto de fazer o amor entre os 2 poderia ser a solução energética para pequenas aldeias do interior transmontano. O que é isto vos diz? Estão a ver o que alguns olhos sofrem por esses ginásios fora? 

Não sou exemplo para ninguém, mas fica a sugestão. Quanto menor for a porção dos teus pés consegues ver quando olhas para baixo, maior deverá ser o tamanho da roupa de treino que utilizas no ginásio. A sanidade mental da população em geral agradece.


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12 03 2009
Vairinhos

E para quando mais posts? Ou as obrigações profissionais são muitas?

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