Não percebo…

4 02 2009

Existem várias coisas que não percebo, não me entram na cabeça e não fazem sentido nenhum. Não estou a falar do facto de termos um nº crescente de desempregados e o governo decidir dar cobertura às aventuras financeiras dos bancos com o dinheiro dos outros. Nem estou, tão pouco, a falar do manancial de processos e situações mal explicadas que parecem fustigar a classe política onde, penso eu de que, a palavra classe é utilizada num sentido muito lato. Segundo nos tem sido dado a entender, classe é algo que não abunda por aqui. A minha confusão, a minha falta de compreensão está, por hoje, direccionada para os ginásios (por esta não esperavas!) e nas paragens cerebrais que alguns dos seus utentes devem ter de quando em vez.

Estamos no inverno, chuvoso por sinal e frio quanto baste. Mesmo no ginásio que frequento existe um fresquinho que primeiro choca, mas que depois, no final de uns 30 minutos até sabe bem com alternativa ao ar condicionado que tem vontade própria e pensa que estamos no meio de África, na savana, ao meio-dia, sem sombra à vista. Esta realidade até nos poderia levar a pensar: “OK. Está fresquinho q.b. Não há necessidade de andar por aí semi-nu.” Errado. Há pessoal que depois de 5 minutos a caminhar num tapete já está a tirar roupa, já está a bufar como se fossem a Vanessa Fernandes no final da prova de ciclismo do Triatlo, já pensam que está na hora prendar os restantes ginasiastas com a visão de algo que antes já pode ter sido um corpo Danone, mas que agora merece a intervenção da Greenpeace com o objectivo de o devolverem ao mar.

O boneco da Michelin pode se parecer comigo em algumas coisas, mas eu tento manter essa semelhança por debaixo de uma t-shirt larga e uma sweat. O meu pneu é para assustar o espelho lá de casa, não para partilhar com o mundo. Um casal de jovens, que não concordam comigo, frequenta o mesmo ginásio que eu e são o melhor exemplo do que quero dizer. Estava eu a fazer uns minutos numa bicicleta que não me leva a lado nenhum quando eles entraram. 5 minutos a correr num tapete e já estavam semi-nús e com o corpo todo a ondular. 15 minutos depois acabaram o treino com o corpo ainda ondular. 30 minutos depois, depois de um banho rápido, saíram das instalações ainda a ondular. 3 metros depois foram abordados por funcionários de uma empresa de energias renováveis. A empresa desafiou-os a colocarem uma minicentral no seu corpo e a converterem essa ondulação em energia que daria para iluminar a principal avenida da cidade. Insinuaram que o acto de fazer o amor entre os 2 poderia ser a solução energética para pequenas aldeias do interior transmontano. O que é isto vos diz? Estão a ver o que alguns olhos sofrem por esses ginásios fora? 

Não sou exemplo para ninguém, mas fica a sugestão. Quanto menor for a porção dos teus pés consegues ver quando olhas para baixo, maior deverá ser o tamanho da roupa de treino que utilizas no ginásio. A sanidade mental da população em geral agradece.





Playboy Portugal…não sei não…

29 01 2009

Já se lê pela net que a Playboy está a pensar em criar uma edição portuguesa. Eis o primeiro sinal de que Viagra em excesso já está a afectar as capacidade cognitivas do Hugh Heffner. Por muito que se possa pensar que sim, isto é uma óptima ideia, eu penso que não tem grandes pernas para andar. Façamos um estudo de mercado, assim como quem não se importe muito com os detalhes como amostras, instrumentos de recolha de dados e afins que são, em muitas ocasiões, manipuladas de acordo com as vontades de alguns. Quem é que disse que Portugal precisava de Frize figo, de uma pizza de Alheira como a da Telepizza ou, pecado dos pecados, de uma Sumol com travo de chocolate? Não me acredito que um estudo de mercado tenha dito: “Sim. Isso é um óptima ideia. Já agora vamos ponderar a hipótese de lançar um preservativo com sabor a bacalhau e lançá-la numa campanha de Natal!”. Voltando ao core do assunto deste post, a versão Portuguesa da Playboy. Se a considerarmos uma revista masculina então talvez tente entrar no mesmo circuito da Maxmen, FHM e GQ. Fica aqui o registo de que não concordo muito com este conceito pois conheço mulheres que as lêem e não podemos esquecer que existem, com certeza, mulheres cuja apreciação não se limita à procura de retoques de Photoshop.

Voltando às revistas listadas, quiçá a Playboy até tentará persuadir as mesmas pessoas, que já foram capas destas revistas, a dar o corpo ao manifesto e desnudarem-se. Aqui é que a coisa se complica. Uma coisa é fazer uma sessão em lingerie, uns seios com as mãos por cima e uns fundos de costas sensuais e outra coisa é o nu integral. Sim, porque o nu da Playboy, embora artístico, não deixa de ser integral. Logo aí temos um problema que os nossos irmãos brasileiros não têm tido. Pessoas conhecidas que aceitem aparecer em todos os kioskes “but-naked” não devem ser assim tantas no nosso Portugal. Assim sendo teríamos de fazer como algumas edições que aproveitam o arquivo da Playboy e reeditam sessões realizadas com modelos de outros países, nomeadamente os EUA. Isso teria piada ao início, mas depressa ditaria o fim da publicação. O grande sucesso da Playboy brasileira, para além dos artigos que, surpresa das surpresas, são uma parte fundamental da revista, assenta no facto de, no seu longo historial, terem tido como suas centerfolds inúmeras figuras públicas dos media brasileiros. Para ser muito sincero não estou a ver isto a acontecer por cá. Somos um povo de brandos costumes e isto de aparecer com as marufas (como diria o meu amigo Gonçalves) e a tcharaxa para todo o povo ver não me parece que terá grande adesão. Mas isto, tal como as decisões do Sr. Lino, podem mudar de uma dia para outro…





Falar é fácil…

16 12 2008

Está cada vez mais na moda falar sobre sexo numa perspectiva de estendido(a). Todas as revistas têm alguém que fala de tudo e mais alguma coisa sobre sexo. Algumas destas pessoas dão a impressão que sua vida é um reality show baseado em todos as peças já apresentadas no Sextv. Acredito que existem mentes altamente abertas, acredito que, em alguns casos não são apenas as mentes que o são. Convenhamos, no entanto, que uma coisa é falar de dezenas de posições e outra coisa é já as ter experimentado. Uma coisa é falar do que deve e não deve ser feito com produtos de fumeiro, e outra coisa é fazer do seu quarto uma constante feira de enchidos. Por muito estômago que algumas pessoas possam ter, existe um momento em que as enzimas dizem: ” Pronto. Agora chegámos ao limite! Como é que esperam que consigamos decompor estas coisas que, embora de sabor afrutado, têm uma percentagem de latex acima da média? Alguém vai acabar por ficar a fazer balões por sítios algo incómodos se isto continua assim!”.

Nada melhor do que tu começares a formar a tua própria opinião. Não acredites em tudo o que lês. Porque é Natal aqui fica a sugestão de alguns blogs e sites a consultar. Quando muito, e num caso extremo, poderás dar uma prenda a ti próprio(a). 

Cenas de Gaja

SexTv

Esta sim percebe do assunto. É uma Guru da área.

Dr. Ruth

Para os que acham isto chocante podem ir andando para aqui…

Sou puro(a), nervosinho(a), mas puro(a)





Eu é mais bonecos…

2 12 2008

São incontáveis os momentos em que, pressionado pelo momento, já dissemos ou ouvimos dizer que jeito para desenho era coisa que não morava por aqui. Acredito nisso. Acredito que nem todos temos o dom para esboçar o que nos vai na mente. Acredito até que existem muitas pessoas inocentes que foram presas pelo facto do retrato robot, feito por alguém da polícia, estar a anos luz do aspecto real do criminoso e cara chapada de quem não tem nada a ver com o assunto. Isto apenas acontece quando alguém não assume, ou alguém não lhe diz, que tem tanto jeito para desenhar como tem o Mário Lino para não voltar atrás dando o dito pelo não dito, ou seja, nenhum. Podes até fugir da necessidade de desenhares evitando sessões de Pictionary e Taboo ou, num caso estremo, evitando fazer croquis com a direcção do hospital mais próximo deixando a pessoa esvairar-se em sangue enquanto segura nas entranhas. A verdade, no entanto, é que num projecto de concepção de um site poderás ter de fazer uns bonecos para um storyboard e não terás escapatória.

Ao invés de ponderares a hipótese de fazeres de conta que estás a ser possuído por uma alma errante, por muito bonito que fiques babado(a) e convincente com o teu vómito verde à Exorcista, sugiro antes que tentes utilizar o Balsamiq Mochups. Poderá não ter o mesmo impacto, mas penso que o resto do grupo de trabalho agradecerá o facto de não cobrires o grupo, a mesa e todo o ambiente com jactos de sumo gástrico do demo. E olha que a nódoa resultante é capaz de ser mais difícil de tirar que as que tornaram a Monica Lewinski famosa. Digo eu.

balsamiq mock-ups

 

Balsamiq Mockups





Geme, geme lá vie…

12 05 2008

Este título, ao contrário do que possas estar a pensar, não tem nadinha ver com aquela música que ganhou o festival Eurovisão da Canção durante os anos 80. Peço aqui uma ajuda na identificação de tal personagem. Sei que há por aí algumas pessoas especialistas na matéria e que, num abrir e fechar de olhos poderão dizer o nome da música, o nome da intérprete, o ano e até, quem sabe, até o signo de todos os membros do júri do Luxemburgo nesse ano. Vocês sabem quem são. Cheguem-se à frente e alimentem a cóltura geral de todos nós.

Como eu ia dizendo, o título nada tem a ver com esta música. Tem, isso sim, tudo a ver com a capacidade e vontade que algumas pessoas têm de, em locais menos próprios, partilharem a banda sonora do seu saricoté. Já fui prendado, em diversos contextos e locais, com o prazer de ouvir casais a dar expressão ao seu amor e, em alguns casos, com relatos mais entusiasmantes e completos que os feitos pelo Gabriel Alves. Já fui acordado por bandas sonoras com maior impacto que um mega-mix das obras mestras de John Williams, Ennio Morricone e José Cid. Ritmos com cadência precisa e, em muitos casos, ilustradas verbalmente com pequena pérolas poéticas que vão muito além do “Ai, Ui, ca bom!!”, têm agraciado algumas das minhas noites. Vizinhos de cima e hóspedes em quartos contíguos em hotéis têm sido intérpretes de espectáculos que, infelizmente, tenho tido a oportunidade de ouvir. Já acordei com pessoal insatisfeito (mais, mais!), pessoal religioso (Ai, meu Deus!), pessoal que pensa que está num estádio (Só, só, só mais um!), pessoal que gosta do palavrão (Ai! Usa esse estetoscópio como se não houvesse amanhã!), pessoa com fome (onde está o chocolate, o chantilli, aquele quilo de banana para assar e o chouriço de ossos que comprámos em Boticas na feira dos enchidos?) e pessoal indeciso (Não! Não! SIm! Sim! Talvez! Quem sabe!).

Se estás para aí a pensar que lhes criei problemas, então estás bem enganado. Nalguns casos vociferei, como quem grita, e dei mais apoio que o Chalana como treinador durante o jogo. Disse coisas como:” Vai! Dá-lhe! Chega-lhe a roupa ao pêlo e põe quem quer que esteja aí contigo, vizinho/vizinha/hóspede desta facilidade hoteleira, a olhar para uma bússola para encontrar o Norte!!! Arreganha-lhe a essência do ser e depois dá-lhe duas palmadas na nuca”. Noutras ocasiões, como no caso dos hotéis, dei umas ligadelas (entre 10 a 15 para ser exacto) só para criar momentos de interregno na actividade do roça roça. Sei lá eu se eles fizeram os testes para ver se, para além de hipertesos, são ainda hipertensos? Não me apetece ter de acordar no meio de um episódio do CSI com perguntas como: ” Ouviu alguma coisa de estranho?”. Ao que terei de responder: “Não! Se considerar como normal ouvir coisas do tipo: “Espera aí que o relógio ficou lá.” ou “Põe isso em modo vibratório em crescendo, telefona-me e desligado apenas quando for para as mensagens.”

Em resumo, penso que embora o amor seja algo lindo, a promover e, desde que possível, feito pelo menos a dois e sempre que se esteja a respirar, existe um limite que deve ser estabelecido quanto à partilha da banda sonora. Se tens alguns problemas nesta área, então faz um workshop de mimo para ver se começas a guardar respeito ao espaço de outras pessoas que não estão interessadas nas tuas façanhas sexuais. Caso contrário, ainda recebes uma visita de alguém com uma luva de borracha besuntada de vaselina, com um sorriso maquiavélico nos lábios, e a dizer: “Ora bem. Quando é que foi a última vez que viu esse tal relógio?”.

Antes de acabar este post por, hoje sem a sugestão de um link para visitar, aqui fica uma cena clássica sobre a temática abordada.





Tão?Tudo?

2 05 2008

Por incrível que possa parecer tenho amigos. Eles não sabem, mas considero-os meus amigos. Não são amigos do tipo: ” Eh pá! Está ali um gajo com ar psicótico e que me vai atirar um tomate que ainda não está bem maduro e que, por isso mesmo, ainda me vai doer um pouco no momento do impacto com o meu peito e, quiçá, me irá deixar uma nódoa negra algo incómoda do ponto de vista estético.” E eu do tipo 1000 fps a 30% speed a interceptar a trajectória com o meu corpo franzino(pois…) e a gritar: ” Nãããããããããããoooooooooooo!!!!!!!!!”. São mais meus amigos do tipo: “Tão?Tudo?” Como direito a uma resposta emotiva do tipo:”Tudo.” Estou a brincar. Por vezes usamos frases com uma construção mais complexa do tipo “Então, jovem rapaz, que percurso feliz segue tua vida neste dia lindo em estado de graça com o Senhor? Ao que ele retorquem: ” Pois na verdade muito bem, jovem calvo não forte, mas antes de estrutura óssea pesada.”….Ainda estás aí? Muito bem. Este pessoal também tem uns blogs e sou gajo para dizer que merecem um visita da tua parte. Se não te apetecer não te preocupes que eles também não se preocupam contigo. Como vês, não sou apenas eu.

http://nop.blogs.sapo.pt/

http://napraia.blogs.ca.ua.pt/

http://intouch.blogs.ca.ua.pt/

http://nitratodocaos.blogs.ca.ua.pt/

Pequeno à parte: Eles são todos do SCP. E eu do SLB. Esta desproporção levam-me a pensar que:

a) se numa discussão sobre um derbi a coisa dá para o torto, levo nas orelhas que é um mimo;

b) se somos 6 milhões estou para aqui um pouco abandonado.





Uma mão cheia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

16 04 2008

EU NÃO ME ACREDITO!!!!!!!!!!!!!!!! COMO É QUE É POSSÍVEL?!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Com o jogo que acabei de ver do SLB acredito piamente que estou perdido num episódio do Twilight Zone. Se num momento a realidade é uma, num abrir e fechar de olhos tudo muda e um bando de palhaços deita tudo a perder com infantilidades. Não. Não estou a falar do governo, nem das eleições para a direcção do PSD. Estou a falar de pessoas que insistem em crer que são jogadores de futebol e que merecem jogar no Benfica. Começo a pensar que a vida do Rui Santos nunca esteve tão fácil. Ele nem tem de pensar muito. O SLB faz o favor de criar verdadeiras sequelas de más exibições dignas de um Elm Street ou de um Sexta-feira 13. Esta última criação até teve algo de M. Night Shyamalan. Foi-se andando, foi-se andando e, de repente, sem saber muito bem como, eis que surge o tal volte face que faz o espectador ficar de pernas para o ar e torna a nação benfiquista ateia. Penso que, neste momento, até Deus está a dizer para si próprio:” Um dilúvio ou uma aparição ainda arranjo, agora resultados positivos para o SLB é que não tou a ver como chego lá. ” Ninguém me tira da ideia que algo esta minado no futebol português e esse algo é a crença de que a camisola faz a equipa e a História da instituição. Ó Luís Filipe Vieira!!! Um bigode farto não faz um treinador nem um dirigente. É preciso mais do que isso. É preciso ter a ombridade de assumir quando se erra e quando se faz algo que irá criar dissabores a milhões de pessoas. Contudo, e depois de pensar bem no assunto perdoo-te. Primeiro por já se viu que não sabes mesmo o que fazes. Em segundo porque, no que diz respeito a não assumir erros e sacudir o capot, tens um governo como exemplo que ainda dá mais cartas que tu. Por falar nisso. E que tal pensares na tua demissionária? Não te preocupres se não souberes o que deves lá colocar. Assina uma folha em branco e nós colocamos lá o que for mais apropriado. Assim nos ensinou um dos teus antecessores. Ui!!! Se eu for por aí este post nunca mais acaba e por isso acaba aqui. SLB FOREVER!!!, mas só a partir da próxima pré-epoca e mesmo assim vamos lá a ver o que acontece naquele balneário. Tenho uma ideia. Não querem povoar algumas zonas inóspitas da Austrália? Fazemos como fizeram os ingleses com os seus criminosos. Mandamos para lá uns 13 ou 14 que já vimos que apenas sabem assassinar o futebol e a História do SLB e o amor-próprio aos benfiquistas. Maxi Pereira, ala que és o primeiro. Agora sim. The End.





Relativiza…

8 04 2008

Estou bem disposto. Aliás estou muuuuito bem disposto. Apetece-me dizer que há muito tempo não estava tão disposto. Não tenho razões merecedoras de destaque no noticiário televisivo, mas penso que tenho razões suficientes para ter um sorriso de orelha-a-orelha. Nos dias que correm temos a tendência de, erradamente a meu ver, maldizer e praguejar pela falta de sorte que temos. Cada vez mais concordo menos com isto.  Se relativizarmos os nossos problemas conseguiremos encontrar sempre um motivo para sorrir e assumir que, por muitos problemas que possamos pensar que temos, existe sempre alguém que está bem pior e que essa pessoa consideraria a nossa vida uma de sonho. Não custa nada fazer estes exercício que pode depender apenas de um simples um olhar em nosso redor ou a leitura, mesmo que na diagonal, de um jornal qualquer. Não sou muito religioso e por isso não direi que devemos dar graças a Deus pelo o que temos. Sugiro, ao invés disso e como forma de integrar o pessoal menos crente ou mesmo ateu, que simplesmente se reconheça que há sempre um motivo para sorrir com a nossa vida. Em casos extremos, ou seja, no caso das pessoas que não conseguem imaginar quem poderá estar pior, sugiro que relativizem os seus problemas com um exemplo dado por um comediante americano cujo nome me escapa. Por muito mal que esteja a nossa vida, a mesma nunca estará tão mal como a do gémeo siamês, cujo irmão é homossexual, com uma vida sexual activa junto de jovens bem dotados e que, para azar dos azares, partilha o mesmo ânus. Os seus problemas, quando comparados com os nossos, devem ser mais profundos dilacerando, não apenas a sua alma, mas algo mais agora que não interessa nada. Sugiro até que este exemplo seja utilizado como tónico para tua disposição. Tenho quase a certeza que neste momento estarás pelo menos a esboçar um sorriso. Isso, para mim, já é um princípio. Já agora falta dizer que também estou bem disposto porque faço anos. Não daqueles ao estilo do gémeo siamês, mas dos outros, que todos fazemos, e com direito a bolo e tudo.





It’s a sin…

1 04 2008

Eu não sou pessoa para criticar o que cada um faz nos seus tempos vagos. Sou até pessoa para dizer que não vejo com maus olhos a ideia de alguém passar o seu tempo sem fazer nada de produtivo. O que me assusta é a ideia de alguém ter optado não fazer nada de produtivo, mas antes de reprodutivo. O  Sr. Thomas Beatie, que quando veio ao mundo não era Sr., ao mudar de sexo não entregou parte do espólio e, anos volvidos, fez uso dos mesmos. Os seus orgãos reprodutores ainda estavam em ordem e a personagem não foi de modas e upa! deu-lhes uso. Chocado? Eu também. Desta é que o Papa não estava à espera. Ainda há pouco listaram um novo conjunto de pecados novos que ninguém compreende ou admite como pecados e agora toma lá morangos. Perguntas que ficam por responder neste caso:

- É pai ou é mãe do rebento?
- O parto será natural? Se sim por que orifício.
- Foi auto inseminação? Caso tenho sido nem quero imaginar a ginástica envolvida.
- Como será abordada a questão da amamentação? Escuso-me de fazer comentários sobre este assunto.
- Será este o primeiro sinal que afinal o José Castelo Branco era apenas um protótipo do que aí vêm? Tipo de um concept fag para anomalias que virão por aí.

Papa Bento 16, se me estiver a ler sua santidade, fico a aguardar uma opinião sobre este assunto. Talvez esteja na altura de fazer uma adenda ao Best of de pecados que lançaram há pouco tempo. Já agora aproveite para dizer que deixar que um treinador parecido com o Asterix treino um clube mítico também é pecado mortal. 6 milhões de fiéis, digo crentes, agradecem.





finding gordas e feias…

13 03 2008

Eu quero pedir desculpa por esta a insistir neste assunto, mas o título deste post tem uma razão de ser. Podes não acreditar, mas o post mais acedido no meu blog é o
Mulheres gordas e/ou feias e isso provoca em mim alguma perturbação. Não pelo facto de ser o post mais acedido, mas antes pelo facto de muitos leitores terem chegado ao mesmo através de pesquisas específicas com o objectivo de encontrarem material online com mulheres gordas e/ou feias. O que me deixa completamente boquiaberto é o facto de existirem depravados que, no íntimo do seu lar ou do canto do seu local de trabalho, acabaram por ir ter a este blog depois de procurarem por itens relacionados com…prepara-te…gordas no cio. É pá, isto é demais! Isto deita por terra todas os traumas que levam jovens a não comer e a correrem, que nem desalmadas, em cima de tapetes num ginásio. Para ti jovem, que te julgas gémea do boneco da Michelin ou da Simara. Ouve o que eu te estou a dizer. O facto de haver mais gente a aceder a este site, a partir de pesquisas por mulheres gordas e feias, do que através de pesquisas em busca da Soraia Chaves e da Ana Malhoa quer dizer que alguma coisa está aqui mal. E não é fruto da minha imaginação, mas antes dados concretos de pesquisa e acessos. Se és uma jovem moça sem amor no cais, e estás a ler este post, levanta-te e vai à cozinha encher o bandulho com o que estiver à mão repleto de calorias. Esquece os estereótipos da mulher perfeita com medidas perfeitas. Esquece tudo o que os media te injectaram durante estes anos todos. Come até chegares à comida com o dedo e depois disso veste a roupa mais apertada que tiveres, de preferência 3 nºs abaixo do respirável, e sai para a noite. Os meus dados apontam que terás mais sucesso que a pindérica do ginásio, maníaca do fitness. Lembra-te apenas de uma coisa que poderá representar o sucesso da tua noite. Um sorriso sensual às vezes pode ser o maior afrodisíaco do mundo. Se isto não funcionar fica a informação que o 2º maior é o álcool em quantidades industriais.





a coisa está a ficar feia…

11 03 2008

Penso que este será o primeiro post que coloco com um tom meio sério. Digo meio pois não quero deturpar o sentido e o espírito deste blog. A verdade é que não consigo ficar indiferente aos casos de insegurança e violência que têm vindo a ganhar projecção nos media a um ritmo superior ao das fífias da defesa do SLB. Não acredito no discurso governativo que minimiza o que tem acontecido diariamente em diversos pontos do país. Nada de índole negativo deve ser minimizado. Sou apologista dos exercícios de relativização dos problemas, mas penso que neste caso não podemos olhar para estes acontecimentos de forma indiferente e de ânimo leve. Hoje, quando vinha de carro para o trabalho, tive a oportunidade de ouvir o relato de um apresentador de rádio que, infelizmente, foi vítima de um assalto violento a 50 metros da rádio e por volta das 7 da manhã. O relato que fez do sucedido estava carregado de medo, confusão e tristeza. É perturbador ouvir algo que consegue fundir tantos sentimentos negativos numa única voz. Houve ainda um momento em que, de forma quase imperceptível, se ouviu algo que parecia um soluçar de choro que, farto de ser travado por palavras, se recusou a ficar guardado pelo apresentador. Se já estão a sentir vontade de dar algum apoio ao apresentador podem fazê-lo para a MEGA FM. Se se sentem revoltados com a situação eis a minha opinião sincera sobre o assunto. Sou dos que, de uma forma sádica e sem piedade, penso que o humano que inflige o mal noutro ser humano deve ser tratado de forma a que o arrependimento e a penitência o acompanhe para o resto da sua vida. Não sou a favor da pena de morte. Sou a favor, isso sim, de pequenas tarefas que nutram no criminoso um arrependimento eterno. Eis uma lista de “pequenas tarefas” capazes de trazer alguma justiça à impunidade que teima em alastrar um pouco por todo o lado.

Tarefa 1 – Faz uma conchinha com as mãos
O criminoso tem como objectivo limpar, como uma regularidade diária, fossas sépticas possuindo como únicos utensílios um balde de praia, do Noddy ou do Bob, e as mãos em forma de conchinha.

Tarefa 2 – Ai povo que lavas no rio

É feita uma recolha de toda a roupa interior dos sem abrigo de Lisboa e Porto e o meliante será responsável por lavar as mesmas, com sabão azul e branco ou rosa e branco, no rio Alviela ou no rio Lis. Azul e branco para a de homem, rosa e branco para a de mulher. O sabão deverá ser aplicado utilizando a boca e, antes de começar a lavagem, cada peça deverá ser cheirada a preceito (ler a uma distância de menos de 1 cm) de forma a certificar que precisa mesmo de ser lavada. Depois de cheirar a peça preso deverá dizer, como quem grita: “Sei que na essência desta peça castanha cheio de catotas e cotão existe uma peça mais pura e branca que a neve. Vou procurá-la.” E assim fará.

Tarefa 3 – Ronaldão em Acção

A última tarefa, por sinal a que se sugere como mais dolorosa para o lapantim, sugere a participação de mais 1, ou 2, ou mesmo 3 pessoas. Partimos, neste caso , do princípio de que há tensão nas prisões nacionais e penso que o ideal será criar uma solução que transforme essa tensão em amor. Como acredito que o nosso criminoso foi uma pessoa pouco amada enquanto criança sugerimos que receba esse amor aqui, agora e à força. As noites na prisão deixarão de ser, no mínimo, longas e monótonas. Ponto de Cruz deixará de ser uma arte manual para passar a ser uma alcunha.

Deixem-me rematar este post que já vai longo. Apesar do ar menos pesado que possamos tentar dar a este problema, a verdade é que existe e está a fazer parte da vida de todos nós a cada dia que passa. Deixamos aos políticos a responsabilidade de aprovar leis que nos protejam. Nós, por enquanto, vamos produzindo o sabão azul e branco e os baldes do Noddy.





Afinal o que é um cromo?

7 03 2008

Estou confuso. Já não sei o que é um cromo. Em miúdo esta dúvida não me atormentava. Era cromo e não havia nada a fazer. Hoje acredito que ainda tenho umas réstias de cromo em mim e, tenho a certeza, já não há nada a fazer. Penso que neste momento estás a pensar que, pela primeira vez, concordas comigo. Como é que sei que ainda tenho o gene que faz de mim um cromo? É fácil. É preciso ser cromo para para se reconhecer outro e, quanto a isso, vejo membros do clã todos os dias nos mais diversos contextos. Quanto isso acontece não faço troça deles, apenas os observo. Nunca troçarei os cromos porque acredito na máxima de que um cromo não deve fazer pouco de outro cromo. Recorro, ao invés disso, ao sentimento de compaixão e, em alguns casos, ao sentimento de pena. Tenho compaixão pelos pais das personagens que, acredito piamente, tudo fizeram para ajudar a moldar um cidadão capaz. Em alguns casos, como o Claúdio Ramos, tenho pena que tenham acertado quilómetros ao lado do seu objectivo. Encontramos cromos em todo o lado, mas se há lugar onde proliferam é na fila para o quer que seja. Supermercados, repartições públicas, cantinas, trânsito, etc, etc, etc… As filas devem ter efeito tal em algumas personagens que, sem saberem muito bem como,  passam de cromos a cromagnons num ápice. Um catequista que não parte um prato, quando encarcerado numa fila da ponte 25 de Abril numa final de sexta, fica pior que Belzebu lançando farpas verbais e fazendo ameaças de morte a tudo o que não se mexa. Uma velhotinha, querida e fofa, passa a Mega-bitch quando ultrapassada numa fila de pagamento na Womans Secret enquanto ainda decide que cinta de ligas vai comprar. Uma jovem singela, de trato suave e angélico, fica possessa e capaz de sacar de uma arma de fogo quando uma tipa armada em boa a ultrapassa na fila da repartição de finanças, onde já se encontra há 4 horas, lança o decote sobre o balcão do Sr Elias, diz que apenas precisa de uma informação que não demora nada, e que acaba por entregar 50 declarações altamente incompletas e cheias de erros. Nestes casos quem são os cromos? Tenho alguma dificuldade em identificá-los. Quanto a este assunto tenho, neste preciso momento, apenas uma certeza. O maior cromo no meio disto tudo sou eu pois passei a última meia hora a tentar escrever um post com piada e deu nisto. Amanhã será melhor…e daí talvez não.





Clímax Académico…

29 02 2008

Uma dissertação de mestrado ou uma tese de doutoramento tem um poder mágico que se perde logo que a defendemos e cujo valor é apenas reconhecido já tarde e a más horas. Eu explico. Para os jovens que necessitam de distrair o libido, quando o clímax está mais perto do que é desejável, o seu melhor amigo poderá ser uma dissertação ou uma tese que se arrasta em campo mais do que Nuno Gomes. Enquanto que alguns especialistas sugerem para esse momento, em que se sente que a corrida vai terminar e o desempenho está mais perto dos 100 metros do que da maratona, uma revisão mental dos últimos golos marcados pela nossa equipa, eu sugiro nada mais nada menos que a lembrança que temos uma tese para acabar. Acreditem que a singela ideia de ter mais de 300 páginas para rever e formatar atrasa “a erupção do Vesúvio de palmo” umas boas horas. Recomenda-se, no entanto, que esta reflexão não dure mais uns segundos caso contrário o efeito nefasto poderá ser o abandono da corrida por problemas físicos.





Nas nossas mãos….Parte II

27 02 2008

Como nunca se deve deixar nada a meio, eis que chega a continuação do post “Nas nossas mãos…”. Os parágrafos dedicados à auto-exploração deixaram a impressão que muito mais haveria a dizer sobre esta actividade. Como este assunto dificilmente se esgota, ao contrário das munições do pequeno Sandokan, as linhas que se seguem esperam-se elucidativas sobre alguns dos mistérios da Masturbação Alternativa.

A MA, que pode ser considerada por alguns o resultado da evolução natural da tradicional, introduz na equação Sekoviana a variável da criatividade. Impotência crónica aos evolucionistas pensarão alguns. Abram alas à inovação e ao choque tecnológico pensarão outros. A verdade pura e dura resume-se, no entanto, à constatação de que, tal como a mão de cada um ou uma deverá ser livre de escolher o rumo e ritmo que pretende seguir, também a liberdade da opção pela MT ou MA deverá ser colocada nas mãos do povo. A principal preocupação de cada um deverá ser o de estar informado sobre o que envolve cada uma destas correntes.

A MA, a corrente aqui abordada, caracteriza-se por ser um exercício de auto-satisfação sexual que estimula o cérebro. Algo como o Suduku, mas mais ao lado. Se por um lado a MT, tal como a dança, se limite à questão primordial do ritmo e da cadência, por outro a MA lança o desafio de complicar o que pela repetição simplificada se tornou monótona e insatisfatória. É aqui que a criatividade entra em acção. Foi num destes momentos que alguém pensou – ” E se eu agora ligasse todos os meus telemóveis antigos, os colocasse em modo vibratório e os prendesse com fita-cola à volta do dito cujo?”. Foi num destes momentos de inspiração que alguém olhou para os naperons do aparador da sala e pensou – “O cetim faz ferida?”. Foi ainda num destes momentos iluminados que alguma menina ou mulher pensou – “Se eu colocar o meu iPOD com o volume no máximo, exagerar nos baixos na minha colectânea do Barry White e encostar os auscultadores ao meu períneo, será que consigo descobrir o que é o squirting via experimentação?”. Se quisesse podia estar aqui até amanhã com ideias e sugestões, mas não é esse o meu objectivo. O que pretendo é reflectir sobre o que leva os adeptos da MA a dar cabo dos biblôs de casa e o que poderá, eventualmente, justificar o amor doentio que algumas das nossas primas têm pelo seu primeiro telemóvel com 300 gramas, 15 cm de comprimento e 4cm de grossura.

Para ser sincero julgo que a razão por detrás da MA deve ser a já referida monotonia e consequente insatisfação. Se o independente já está farto de levar sovas dos 5 deputados da esquerda e dos outros 5 da direita, então não lhe resta outra alternativa que o tentar participar em actividades parlamentares onde, apesar de continuar na presença dos mesmos deputados, tem a possibilidade de interagir com elementos externos. O que mais, senão a monotonia, poderá levar alguém a comprar uma abóbora de 2 em 2 meses sem nunca ter feito uma sopita ou uma filhó? O que me faz alguma espécie é a logística envolvida na aglomeração das condições necessárias para a prática desportiva. Sim, pois tal como o ginásio 3 vezes por semana, a masturbação sem jóia e sem mensalidades exorbitantes, pode ser responsabilizada pelo gasto de umas quantas calorias. Se para a MT se exige um local, confortável de preferência, os AI (q.b.) e um plano PT (papel e /ou toalha), para a MA só Deus e o dedilhador sabem o que precisam e quando. Abre-se aqui um interessante nicho de mercado. Uma empresa de entrega de tudo o que um adepto de MA poderá precisar para satisfazer o seu solo. Se o Belmiro chegar a ler isto é capaz de desistir da OPA e optar por bater umas…notas no desenvolvimento desta ideia. Já vejo o letreiro em néon com um rosa e verde estilo Miami Vice.

CALL-MA – Connosco ficas de certeza de mãos a abanar!

Paralelamente seria possível vender alguns livros do tipo – ” MA para Totós”, “MA em 10 lições” ou ainda ” Uma aventura com os 5 e a MA”. O potencial do merchadising decorrente seria enorme sendo o maior sucesso de vendas os naperons com alvos. 5% da venda destes naperons reverteria para a Casa do Artista da MA, às suas actividades de divulgação e workshops, bem como à realização de cursos de iniciação transdisciplinares em parceria com o Chapitô.

Como remate desta temática, que por minha culpa, tão grande culpa, é abordada de forma muito confusa neste post, fica a ideia de que a MA tal como outra opção qualquer a nível sexual (desde que legal) deve ser respeitada. Se os quebra-nozes ou os espremedores de citrinos do Philippe Starck têm uma função alternativa em algumas casas o problema é apenas de quem os usa. Dessas pessoas e do pessoal do SAP, mas não há nada que uma ventosa e umas compressas com betadine não resolvam. O importante é que sejamos felizes e que não se sinta prurido em assumir-se que essa felicidade pode por vezes vir na forma de um simples requeijão desfeito em leite condensado com uma pequena amostra de aroma de morango.





Salpicos

25 02 2008

Se há coisa que qualquer homem já fez, ainda que de forma involuntária, foi salpicar o rebordo da sanita. Há pessoal que, talvez por preguiça, nunca se digne a levantar a tampa da sanita e encara o acto como um jogo. O objectivo, mais simples que o Pong, é o de acertar no centro do tampa sem salpicar a mesma. Até hoje desconheço se alguma pessoa alguma vez logrou tal feito. Um bom início que sempre ilude a um fim glorioso e sem mácula, ou seja, sem salpico, acaba sempre por terminar naquele esguincho, de efeito inesperado, resultante da contracção do períneo e que, acabe sempre por manchar a performance conseguida até então.
Para os mais cuidados, ou seja, os que levantam a tampa, esta contracção final poderá resultar do esforço adicional de limpar o rebordo da cerâmica sanitária. Desengane-se aquele que pensa que este gesto é motivado pelo sentido de higiene possuído pelo agente mictor. Na verdade o que move este gesto é o receio de ter de ouvir a namorada/esposa/companheira. Quando se ouve – “Olha. Podes chegar aqui? Onde? À casa de banho”. Já se sabe o que vem lá… e nunca envolve cenas do 9semanas e meia.
Não vou entrar pelo assunto da erecção matinal…Basta dizer que nunca fui muito bom no cálculo de parábolas e isso faz das minhas manhãs um pesadelo.





Kit de defesa de tese

22 02 2008

O kit para a defesa de uma tese, ou mesmo de uma dissertação, deverá ser composta pelos objectos seguintes:

1 – Calmantes. O número não interessa o que interessa é a potência.
Quanto mais importantes são os elementos do júri, maior deverá ser a dosagem. Existe nesta área um nicho de mercado ainda por explorar e que poderá ser colmatada com a criação de calmantes com o formato de autocolantes, semelhantes aos já existentes com nicotina. Suponho que para a defesa de minha tese utilizaria um de corpo inteiro, como se de um fato térmico se tratasse.

2 – Creme para ferida “Mente&Corpo”
Quer pelo tempo que se passa sentado a ouvir críticas, quer pelas mazelas infligidas a nível psicológico, este creme serviria para sarar o interior e o exterior do candidato. Em alguns casos nem um boião de 1 litro deste creme serve para amenizar as mazelas infligidas pelo júri.

3 – Manual ilustrado “Tudo o que queria e não queria saber sobre o sado-masoquismo”
O paralelismo que pode ser estabelecido entre este fetish e o que se passa numa defesa é por demais evidente. Não deverá ser negada ou combatida já que é algo tão antiga como a própria academia. Para aceitar esta verdade a melhor estratégia é a de aprender a lidar com o inevitável.

4 – Comprimidos para a azia
A azia surge sem ser anunciada e o agente que o provoca, tal como o diabo, poderá assumir várias formas e identidades.

5 – Gurosan ou KGB ou algo com o mesmo efeito
Alguém tem dúvidas que não há nada que deixe mais marcas que um encontro em primeiro grau com Baco? Quem passa 4, 5, 6, 7, n anos a trabalhar em torno da tese guardou, certamente, muitas promessas de brindes com amigos e familiares. Porque não cumprir as promessas de uma só vez? Ora vejamos:
- 1 brinde ao candidato que acabou o calvário;
- Um mínimo de 3 brindes à família (esposa/namorada/companheira e, porque sou um rapaz moderno e tolerante, companheiro; mãe e pai)
- 1 brinde a cada elemento do júri (juris mais pequenos são mais fígado-friendly).

Por esta altura Jenny Preece já parece o nome de uma estrela porno e epistemologia já soa a uma doença venérea. Se coisa ficasse por aqui ficava-se bem, o pior é que o calvário, ou antes o copário, ainda não acabou. Os amigos, próximos ou não, marcarão a diferença entre a euforia e o coma alcoólico. Na minha modesta opinião, que vale o que vale, os brindes aos amigos deverão ser dispersos pelo resto da vida. Os conhecidos que me perdoem, mas tenho apenas 1 fígado.





Pai….quero ser um socialite

20 02 2008

Penso que é inacreditável o fenómeno social, a que temos infelizmente assistido nos últimos anos, que consiste no aparecimento de pessoas que fazem não sabemos bem o quê e que aparecem do nada entrando pelas nossas casas a toda a hora. Pergunto eu:”Mas quem é que, de juízo perfeito, pode pensar que estes parasitas da sociedade trazem algo de proveitoso para a mesma?” Não desenvolvem qualquer tipo de actividade que produza efeitos benéficos para o ser humano a não a feliz conclusão, a que chegarão alguns maníaco-depressivos, de que afinal existe quem seja ainda mais inútil e aberrante que eles próprios. Felizmente existem as revistas cor-de-rosa que, desde que não acabem a forrar o fundo de uma gaiola, servirão como documento de registo de que estas personagens viveram entre nós e de que, a determinado momento, a sociedade foi tolerante e inclusiva em relação a estas pessoas com necessidades especiais muito particulares, vulgo manias. Estarei a mentir ao dizer que não produzem nada. São capazes de produzir as maiores barbaridades verbais e vidas e opiniões vazias sobre nada. Poderão estas personagens dizer que estas minhas linhas têm exactamente o mesmo valor. Isso poderá até ser assumido como verdade, mas o que aqui escrevo tem o valor que tem (gostaste do cliché de quem não quer assumir que acha que a sua opinião tem valor?) e não é bradado aos céus como a verdade suprema. Fico sem saber se o termo correcto, a utilizar no caso destes Zés-ninguem, não deverá ser berrado, ao invés de bradado, já que estes cromos parecem, em diversas ocasiões, ovelhas em rebanho atrás de quem paga mais pela sua inútil presença. Desconfio que se somássemos o QI de qualquer painel de 5 ou 6 destes socialites inúteis o resultado seria menor que a soma dos dias de um ano. A mim dá-me pena. Tanto neurónio a morrer de solidão…





respira fundo, não chores e mantém…

19 02 2008

Estava eu no Jumbo a comprar umas 100g de peito de frango em forno de lenha quando, sem saber bem porquê, fiquei vidrado a olhar para um dos monitores que distribuíram por toda esta superfície comercial. Enquanto esperamos que chegue o nosso número, somos presenteados com meia dúzia de anúncios e uns quantos apontamentos de reportagem que noutro contexto não captariam a nossa atenção e ficamos para ali entretidos. No caso que vos relato fiquei a olhar para uma reportagem sobre uma prova feminina de triatlo. Pensei para os meus botões: “Epá! Se elas aguentam uma prova extensa de natação, ciclismo e atletismo…uma sessão de saricoté e estalada no funáná para estas damas deve ser coisa para durar umas horas sem problemas nenhuns.” Pensem comigo. Quem consegue aguentar uma prova tão exigente como a do triatlo não deve ser fácil de cansar com uns 15 minutos de ginástica rítmica localizada a pares. Sou mesmo pessoa para apostar, ainda que apenas num regime de suponhamos, que é algo suicida desafiar uma destas atletas para o bem bom. Não percam o fio à miada e sigam-me mais um pouco. Sem querer deitar por terra a mui digna autonomia sexual destas atletas, não será a mesma um elemento dissuasor de uma hipotética abordagem de um jovem candidato a um tango a dois? Ok, se considerarmos que o look “acho-te linda a milhas em dia de nevoeiro cerrado” de algumas destas atletas é a obra prima do poder de dissuasão sexual, o segundo na lista de agentes dissuasores deve ser o risco de morte no leito durante o deleite. Jovens de todo o mundo eu vos aconselho. Para não correrem este risco e para bem da saúde do vosso pequeno Sandokan não se metam nisso. Para quem está cheio de coragem então talvez o melhor conselho que vos posso dar é de viverem um pouco e colocarem o vosso corpo e a vossa mente perante uma prova de fogo. Se ficarem a arder no final e intocáveis, mas pelos piores motivos e apenas nas zonas particulares, então paciência. Pelo menos ficam a saber como foi e não há nada que um pouco de soro fisiológico fresquinho, umas compressas húmidas e o Música no Coração (filme com menor carga sexual dos século XX) não cure.





Nas nossas mãos….

18 02 2008

Se há coisa que no mundo se pode generalizar, sem recorrer a grandes estudos académicos, é a de que qualquer um de nós já se masturbou. Pronto, tá dito, tá dito. Não recorremos a este tema para quebrar os silêncios incómodos, não é coisa que se introduza numa qualquer conversa de café no final de tarde na praia, nem é coisa que partilhe à mesa num domingo de Páscoa. Imagine-se a situação. Casa de uns tios, visita de Domingo, todos olham uns para os outros sem largar um pio e, de repente, saímo-nos com esta – ” Ontem, antes de ir tomar café, esgalhei o pêssego com tal arte e engenho que quando atingi o clímax fiquei com os tímpanos obstruídos como se tivesse acabado de descer o Marão.” Melhor comentário para quebrar a monotonia não existe. Estranho seria se o tio completasse o momento com um sorridente – ” Já me aconteceu o mesmo. Limpei a mão, apertei o nariz, fechei a boca e soprei. Fiquei pronto para outra.” Muito provavelmente as futuras visitas aos tios, primas e amigos da família dispensariam a nossa participação.

A verdade é que todos nós já nos explorámos e o difícil é assumir-se que isso é perfeitamente normal. O que talvez não seja normal é o querer entrar no campo da MA – Masturbação Alternativa, ou seja, deixar o mainstream e entrar por áreas mais experimentais e menos conhecidas. Sobre estas práticas, cada vez mais divulgadas, falarei noutro post. Por agora fico-me pela MT – Masturbação Tradicional e com algumas apreciações sobre as suas variantes masculina (por auto-experimentação) e feminina (Gina, 86:4; Tânia, 87:5).

O MT masculina pode ser caracterizada por ser, simultaneamente, uma auto-descoberta e a procura de respostas para questões logísticas inerentes. Passo a explicar. Apesar de se alegar que o verdadeiro amor é o que fazemos com nós próprios e que o resto são apenas momentos de convívio social, a verdade é que são estes ensaios da nossa secção rítmica, em que usamos o corpo como instrumento, que aprendemos a nossa própria cadência. No início podemos comparar-nos a um baterista amador sem ritmo preciso e com um desempenho feito de trechos soltos sem ligação, ou seja, toca toca mas sem nexo e não se sabe quando a música acabará. Com o passar do tempo obtém-se uma mestria tal, que se sabe quando e como acabará a melodia. À medida que se evolui, ao nível da técnica, paralelamente vão-se também melhorando as condições de logística do acto. O local e as condições para “o solo” são as primeiras a precisarem de uma definição detalhada. Inicialmente o amadorismo faz-nos incorrer na constrangedora porta de WC mal fechada, na revista da especialidade deixada aberta em cima da cama, ou na falta de um plano PT (papel e/ou toalha). Com o passar do tempo tudo se altera. O evento ganha a magnitude de um grande evento, com cobertura televisiva em alguns casos (Messenger, 04), onde nada é deixado ao acaso e onde os vestígios são inexistentes.

Como condições a reter destaca-se ainda toda a panóplia de AI – Apoio à Imaginação que no início da actividade se reduzem a 1 ou 2 revistas da especialidade herdadas de um familiar ou roubadas a um vizinho. O tempo e o avanço das tecnologias em AI melhoraram estas condições elevando-as a um nível onde o iPOD (ler com 2 dedos a puxar as extremidade da boca) pode armazenar e apresentar todos os grandes clássicos disponíveis em qualquer quiosque de estação ou debaixo das camas de qualquer um de nós. Não vale a pena negar tal coisa. Aposto que há mais jovens portugueses que já tenham lido uma Gina ou uma Tânia que os Maias de fio a pavio.

Quando se fala da MT feminina a coisa muda um pouco de figura. Dos “dois dedos de conversa”* do seu início de actividade até à exclamação – ” Ei!! Onde ficou o meu relógio?!” vai um processo de descoberta com algumas particularidades também interessantes.
*(embora tenha usado esta expressão no meu último post peço-vos que não me classifiquem como auto-plagiador.)

Quanto às questões de logística existem, eventualmente, pontos em comum sendo talvez o mais óbvio o do local. São, no entanto, os AI que levantam as maiores dúvidas. Senão vejamos.
Estudos de mercado demonstram que as mulheres compram menos pornografia que os homens. Logo, ou as mulheres possuem uma rede secreta que partilha as revistas que algumas compraram, ou então têm uma imaginação com um índice de criatividade muito superior aos homens. Julgo, e isto é apenas uma suposição, que a resposta reside na hipótese ligada à criatividade. No nosso caso os sonhos costumam parar sempre ao mesmo: seios enormes, mulheres de uniforme, balcões de cozinha e menages a trois onde somos machos maratonistas e os únicos num raio de 100km. As mulheres não devem ser tão limitadas. Digo eu.

Em resumo, pois já não apetece escrever mais e a isso não sou obrigado, a conclusão que se pode tirar de tudo isto é que nas nossas mãos estão bem mais que as linhas do nosso passado, presente e futuro. Estão também as marcas indeléveis de inúmeros momentos passados a sós, (ou na companhia imaginária da Pamela e da Soraia Chaves vestidas de empregada de cozinha) ao ritmo da vida e experiência de cada um.

Este post teve os patrocínios seguintes:

Guardanapos de Folha Dupla Renova

“Para depois da sova, guardanapos Renova. “

Óleo de amêndoas doces Ançã.

“O melhor amigo do seu pequeno Sandokan.”





Mulheres gordas e/ou feias

14 02 2008

Há coisas que não percebo. Por exemplo, nunca percebi a atitude convencida das moças e mulheres gordas e/ou feias que povoaram a minha juventude e a minha vida adulta. Será que não percebiam que sendo gordas e/ou feias as probabilidades de levarem uma rabecada já eram reduzidas e se assumindo uma atitude convencida essa probabilidade aumentava exponencialmente? Achavam talvez que nós moços pensaríamos – “Ummm. Aquela gorda e/ou feia está a fazer-se difícil…Isso excita-me. Quero cortejá-la e fazê-la cair nos meus braços para depois a fazer rosnar como uma leoa em cio.” Não me parece. Acabávamos por pensar- “Ummm. Aquela gorda e/ou feia está a fazer-se difícil. Ainda bem pois hoje não me sinto na disposição de acabar a noite a pedir desculpa ao meu pénis.” Porque na realidade é isso que fazemos nas manhãs em que acordamos, olhamos para o lado e vemos a razão mais plausível para deixar de beber em quantidades industriais. O engraçado é que depois a desculpa do -”Não me lembro de nada. Tava todo F*****” – é logo usada como se ajudasse a minimizar, perante os amigos, o mal que já estava feito. Podemos até tentar esquecer o sucedido, mas é difícil esquecer uma mulher sobre a qual tivemos de dar 2 voltas para sair de cima. Podemos até mentir aos nossos amigos dizendo que nada se passou, mas é difícil apagar as memórias de uma bunda cujas nalgas eram tão grandes que até têm direito a códigos postais diferentes. Podemos até tentar apagar este evento do nosso passado, mas nada marca mais um jovem que um rosto inesquecível por ser tão feio.

Eu não era esquisito. Agora sou casado o que é mais ou menos a mesma coisa que ser esquisito. Não posso lançar o meu pequeno Sandokan à aventura sempre que o Capitão Testosterona lance a alerta. Contudo, quando eu e o meu parceiro de aventuras tínhamos imunidade diplomática e andávamos por toda a parte, o que nos deixava perplexos era a pose de algumas jovens que, apesar de parecerem o boneco da Michelin e de servirem como exemplos de casos irreparáveis em cursos de cirurgia plástica, se pavoneavam como se o seu corpo fosse um objecto de desejo inatingível. E para quê? Para nada. Para no final ficarem a sós tendo como único regalo os “dois dedos” de conversa que têm consigo próprias.

Um conselho às mulheres gordas e/ou feias. Ou começam a introduzir a simpatia na vossa atitude ou então se quiserem jogar ao prego é melhor começarem a pagar copos ao pessoal. Afinal de contas alguém dizia que não existem mulheres gordas e/ou feias, existe é pouco álcool.





Sempre-em-Pé…

12 02 2008

Explica-me uma coisa. A que se deve o desnorte mental que leva a que num avião, logo que o mesmo levante voo e o cinto de segurança se apaga, se instale uma festa do sempre-em-pé (SEP)? Se não sabes o que é um SEP, no contexto de uma viagem aeronáutica, o mesmo pode ser entendido como todo o triste que não é capaz de ficar sentado mais de 10 minutos. Logo que se ouve o “plim”, associado ao sinto de segurança, começa a festa. Para quem esteve 3 horas em terra desde o check-in, nada mais natural que ter logo vontade de mictar ou mandar um fax. Estiveram acompanhados no aeroporto pelos companheiros de viagem, mas, de repente, aconteceu algo de tão extraordinário que não aguentam e têm de ir contar, aos berros e a rir, a novidade à sua crew que ficou 2 filas atrás. Perguntas como – “Estás a gostar? – ou afirmações com ar de fastio como – “Bufff! Nunca mais chegamos!” – depois de 15 minutos no ar dizem bem da profundidade e importância das conversas que não podiam esperar. Sejam bem-vindas as algemas disponíveis em algumas companhias aéreas. Só tenho pena que apenas possam ser usadas em casos em que o passageiro se torna violento. Porque não alargar a utilização aos passageiros que se tornam chatos? Eu voto a favor. E tu?





Quando as TIC são tecnologias indutoras de crises…

11 02 2008

Este pequeno projecto de artigo de opinião dá expressão a um tema que, embora relacionado com o multimédia e com algumas das tecnologias que povoam a Sociedade de Informação emergente, nunca é lembrado aquando da análise dos prós e contras da integração destas tecnologias nas actividades de vivência diária. Julgo meritório alguma reflexão, ainda que em tom de análise menos científica, à influência que estas tecnologias têm exercido sobre as relações pessoais de índole mais sentimental. Por outras palavras, namoricos e afins. É por demais notória a participação activa que estas tecnologias têm ganho nas dinâmicas deste tipo de relação podendo, no entanto, talvez questionar-se a influência positiva ou negativa dessa participação.

No tempo dos nossos pais uma carta, uma promessa de encontro ou mesmo um telefonema de um ou dois minutos, dia sim, dia não, seriam suficientes para marcar o ritmo de uma relação. Presentemente a mesma dinâmica seria impossível de manter. As dinâmicas presentes esperam que os dois pólos da relação estejam permanentemente contactáveis e, por vezes, através de vários meios de comunicação em simultâneo. Resultado? Confusão, como seria de prever, senão vejamos os mal-entendidos derivados, por exemplo, de um toque ou SMS por responder, uma presença no Messenger sempre ocupado ou um avatar que se teletransporta sempre que se tenta falar com o mesmo.

Chega-se, em alguns casos, a práticas tão extremistas como a que me foi contado numa tertúlia de amigos. Um casal de recém enamorados ao marcar um encontro no Fórum, ao qual um deles chegaria mais tarde, decidiu adoptar a seguinte estratégia:§ Ela chegaria mais cedo e começaria o périplo pelas Lojas do Fórum;
§ Ele, ao chegar, “daria um toque” para o telemóvel dela;
§ Ela responderia, e é aqui que toda a idiotice tecnologicamente assistida começa, com um toque caso estivesse na Zara, dois toques caso estivesse na Mango e três toques caso estivesse na Sacoor.

Se esquecermos a publicidade gratuita que acabei de fazer, a conclusão a que chegamos é que algo vai mal, mas mesmo muito mal, na cabeça de algumas pessoas. Proponho que, no caso deste casal, um toque a quatro tempos signifique que precisam ambos de acompanhamento especializado. Mal não lhes faria com certeza.

 

Se julga que o caso descrito não tem nada de anormal, o que me deixa deveras preocupado, então o que dizer do jovem que passa a vida a fugir, vulgo teletransportar-se, em mundos como o SecondLife pelo simples facto do avatar da sua cara metade passar a vida a meter-se nas suas conversas com outros avatares. A pergunta «Quem é aquela com quem estavas a conversar todo derretido?» parece não conhecer o limite entre o real e o virtual. Esses avatares inoportunos(as) chegam ao ponto de teclar o seu discurso utilizando como tempo verbal a primeira pessoa do plural. Penso que quando um dia programarem a acção de andar de mão dada com beijinhos a cada cinco segundos teremos chegado, neste mundo virtual, ao pico da marcação cerrada online.

 

Voltando ao exemplo do uso indevido do telemóvel apetece-me ainda fazer menção à estratégia de marcação “in your face” criado pelos telemóveis 3G com inúmeras funcionalidades multimédia. Já não se pode estar descansado em lado nenhum. À pergunta inicial do “onde estás?” foi adicionado a ordem complementar “manda-me uma foto ou um vídeo”. Raios! Pensarão uns. Arquivo! Pensarão outros(as) mais precavidos, com outro nível de literacia técnica e com um conjunto de fotos e vídeos previamente gravados para estas urgências.

 

Independentemente do tom com que se pode encarar esta intromissão das tecnologias na nossa vida é fundamental reflectir sobre a importância que as mesmas deverão realmente possuir. Exemplos de situações como as mencionadas preenchem o dia-a-dia de muitos sem se darem conta disso e, ao que me parece, têm tomado conta da tal dinâmica que alimenta as relações pessoais influenciando-a, em muitos casos, negativamente. O importante é perceber que, por vezes, algumas tecnologias, embora possam melhorar a comunicação, podem acabar por diluir a importância da mesma. O problema aqui não é da tecnologia, muitas vezes amaldiçoada, mas sim de quem a utiliza e ainda não definiu correctamente o papel da mesma na sua vida.

 

Se por vezes não telefonarmos a dizer que estamos a sair, podemos acabar por surpreender o outro pólo da relação com uma alegria inesperada. Bem, também podemos acabar por ser surpreendidos ao descobrir um novo pólo desconhecido…Pelo sim, pelo não, é melhor mandar um SMS, um e-mail e um Shout no Hi5 avisando que estamos a sair e vamos a caminho. Não vá o diabo tecê-las.





Coisas simples que nos parecem naturais…

8 02 2008

Quando somos jovens solteiros, sem compromissos e donos do nosso destino, há coisas simples que nos parecem completamente naturais e que nunca questionámos porque nunca encontrámos razão para isso. Deixar o tampo da sanita levantado é exemplo disso mesmo. Chegamos, usamos, puxamos o autoclismo caso a urina esteja a meio caminho de parecer um shot de whisky, caso contrário , ou seja, caso a urinadela pareça um cházito de tília, não desperdiçamos água e deixamos para mais tarde a descarga. Não somos desleixados, temos apenas uma consciência ecológica algo complexa e baseada em níveis de saturação da cor da urina.

Deixar, por vezes, os boxers usados no chão não é um sinal de bandalheira. Deve, ao invés disso, ser entendido como forma de assegurar que não usamos o mesmo par mais do que um dia. Boxers em contacto com o chão podem facilmente entrar em contacto com os novelos de cotão que por vezes ali se acumulam. Este contacto, embora por vezes possa ser algo rápido e limitado à duração duche, pode facilmente resultar à posteriori numa comichão irritante na púbis e, pior ainda, no depósito de bocados de cotão que podem dar a impressão que o pequeno Sandokan não é usado há algum tempo. Quando muito, o cotão pode encontrar algum espaço de depósito no nosso umbigo. Na zona genital não me parece boa ideia e por isso nada mais fácil que utilizar esta armadilha como uma estratégia para não usar “sem querer” os mesmos boxers 2 dias seguidos por motivos tão dignos como o facto de não termos uns lavados. É natural vistoriar a roupa interior e separar a mesma em categorias como: aceitáveis, nem por isso, e mais medalhados que a Vanessa Fernandes. Esta última categoria já se encontra no limiar entre a arma química e o defunto hindu pronto a ser queimado.

Puxar as orelhas à cama é outra prática que nos parece natural. Na maioria dos casos a cama terá direito a apenas 1 ocupante e, porque não estamos na tropa, nem queremos impressionar alguém, optamos apenas por puxar os lençóis e os cobertores. O lençol de baixo está todo engelhado? E depois? Não dormi assim a noite toda? Se serviu para ontem à noite porque hei-de mudar algo que funciona?

Por agora fico por aqui. Contudo, voltarei a este assunto.





Contra Helgas…

7 02 2008

Há dias em que acordamos e começamos a pensar nos prós e nos contras de nos virarmos para o outro lado e continuarmos no quentinho da cama. O estudante universitário pensará, nestes momentos, nas reais vantagens em se levantar. Pensará, caso o álcool que ainda traz no sangue assim o permita, sobre o que realmente aprenderá se se levantar, tomar o banhinho, comer algo e seguir caminho para a aula teórica que, sem se saber bem porquê, foi marcada para as 9 de 6ª e, melhor ainda, é a única aula desse manhã. Para quê estudar tanto pensará ele entre um e outro soluço forçado com travo a um mix de cerveja, sangria e vodka se for o início da mesada, ou bagaço, cerveja e shot de sabe-se lá o quê, se estiver a contar cêntimos no final do mês. A sua reflexão tomará talvez então a seguinte sequência de ideias que vi uma vez num postal. Não direi onde para não me armar, mas , já que insistem, a terra começava em Ox e acabava em ford. O postal rezava o seguinte em versão aqui traduzida: Quanto mais estudo, mais aprendo. Quanto mais aprendo, mais sei. Quanto mais sei, mais poderei esquecer. Quanto mais esquecer, menos saberei. Então para que estudo? O nosso amigo estudante ao chegar ao final de tamanha reflexão, para além de se começar a sentir enjoado, terá motivos para se virar para o outro lado e dormir mais um pouco. É com este espírito que eu, como professor, encaro as faltas que alguns alunos insistem em dar às minhas aulas. Eles não se estão a baldar. A verdade é que, ao acordar naquela manhã, devem ter tido um raciocínio próximo do que referi há pouco. “Quando mais aulas frequento, mais aprendo. Quando mais aprendo, mais sei. Quanto mais sei, mais poderei esquecer. Quanto mais esquecer, menos saberei. Então para quê me levantar do quentinho e da companhia da Helga Andersen para ir à aula? Eu, como professor aqui me calo. Contra Helgas não há argumentos.





Do criacionismo à guerra…

6 02 2008

Segundos estudos divulgados pela CNN mais de 51 % dos norte americanos não acredita na teoria do evolucionismo Darwinista e optam por, em sua substitituição, acreditar e pregar a veracidade do criacionismo. Acredito, em parte, que Darwin estava errado. Acredito que o Homo Sapiens é o resultado de um processo evolutivo dos primatas, mas também acredito que, em determinada altura, um desses primatas mais evoluídos teve um caso de bestialidade com um jerico e criou, sem querer, a essência do DNA do povo americano contido nos 51% supra referidos. Não encontro outra forma de explicar a capacidade que um povo tem em, por exemplo:
- apoiar uma guerra contra o Iraque sem saber sequer onde fica localizado;
- canalizar fundos milionários para uma guerra quando internamente não é capaz de fazer fazer frente aos problemas criados por uma catástrofe natural;
- eleger para governador um actor cuja frase que ficará para a eternidade é – “I’ll be back!”
- e eleger, não uma, mas duas vezes o Bush Jr. para presidente.

Julgo que este último item comprova a teoria que os americanos têm no DNA o gene do burro caso contrário não elegeriam um asno para presidente.
Voltando ao criacionismo, e deixando os jericos em paz, não posso deixar de ficar perplexo quando vejo pessoas adultas, formadas, com acesso a uma infinitude de fontes de informação, a afirmar uma crença pia de que o que está escrito na Bíblia é a mais pura verdade. Isto explica muita coisa. Se considerarmos que grande parte destes 51% acredita que o sexo é algo pecaminoso, que se devem manter puros até o casamento e que, mesmo depois de se casarem, apenas deverão “fazer o amor” com o objectivo de procriar, então está explicada a propensão que os americanos têm para a guerra. Na realidade o que temos é um país cheio de jovens com o escroto mais inchado que o Sócrates depois da assinatura do Tratado de Lisboa. Com os nervos à flor da pele este pessoal está só à espera de um motivo para começar ao tiro e à chapada.

Quando os hippies diziam: “Make love, not war.” Eles sabiam do que estavam a falar.
Ou se põe travão a esta difusão do criacionismo ou então teremos, dentro de uns anos, milhões de jovens americanos, com calças que mais parecem cisternas da Laticoop, desejosos de armar uma briga onde quer que seja. Lanço um apelo às mulheres americanas para que assumam o sexo, nem que seja apenas na forma de uma simples masturbadela, não como um pecado, mas como o gesto de dar a mão, ou a boca, ou o que entenderem, pela paz do mundo.





Ui ca bom!

4 02 2008

“Concurso vai eleger mulher que melhor finge um orgasmo” in Sol online

Agora quando tudo indicava que a estupidez humana tinha chegado ao limite com os resultados das eleições do PSD, eis que nos chega um concurso que vem colocar a cereja no bolo. Um concurso para fingir orgasmos era mesmo aquilo que a humanidade estava a precisar. Será que não havia mais nada para ver, avaliar e premiar? Será que não chega a tormenta de pensar que há mulheres que fazem isso e nós, os homens, todos enganados a pensar que levamos mais pessoas à lua que a NASA? Agora isto de andar a dar prémios às mulheres para melhor banda sonora do “O” não lembra a ninguém. O que também não lembra a ninguém é aceitar fazer parte de um júri que avalia a prestação das candidatas. Tenho uma certa curiosidade em saber que itens serão considerados na avaliação do orgasmo falseado. Ritmo? Índice de ofegação? Suor produzido na simulação? Olhar lascivo e mordidelas no lábio inferior como quem diz: “Ui ca bom!”?

Esclareçam-me também outra coisa. Se este júri é capaz de avaliar um orgasmo falso, será que os seus elementos são também capazes de identificar um orgasmo falso tido, ou antes fingido, durante um acto sexual em que estão a participar? Se forem capazes desta proeza é porque estão mais preocupados com o destino e não tão preocupados com o caminho. E isso é meio caminho andado para a criação de momentos de treino para as participantes neste tipo de concurso. Confúcio dizia: ” Dá um peixe a um homem e ele terá comida para um dia, ensina-o a pescar e terá sempre comida.” (A tradução não é bem esta, mas faz de conta que sim.) Traduzido para este contexto, o dos orgasmos fingidos, poderemos entender estas palavras sábias da seguinte forma: “Dá uma vez motivos à tua companheira para ela fingir um orgasmo e ela o fará uma vez, um dia, talvez por volta das 6 na marquise dos teus pais enquanto vocês fingem que estão a pôr uma máquina de roupa a lavar. Fica à coca para ver se ela finge orgasmos e então ela terá mesmo motivos para os fingir e nada, nem cremes nem nada, poderá salvar a vossa vida sexual (nem aqueles aneis penianos com modo vibratório da Durex).”

Talvez Confúcio não quisesse dizer bem isto, mas é possível que ele pensasse desta forma nos dias que correm. Digam não à falsidade. Digam não à teatralização do clímax. Digam sim à sinceridade. Por vezes mais vale um: “Pois. Vou dar-te um 12 pelo empenho, mas um 8 na eficácia.” duro, mas sentido, do que um : “Ai não me acredito! Estou a ver estrelas de tão upa lá lá que isto está ser!” tão falso como as promessas do Sócrates.





E depois?

3 02 2008

“Detectado buraco negro 33 vezes maior que o Sol” in Sol 31/10/07

Sim senhor. Este é o tipo de notícia capaz de mudar, de um momento para o outro, o curso do meu dia. Não sei bem porquê, mas notícias como estas obrigam-me a dar dois passos atrás e pensar no trabalho que permitiu a alguém afirmar, com todas as letras, que foi detectado um buraco negro 33 vezes maiores que o Sol. Reparem no detalhe do valor. 33 vezes. Nem 34, nem tão pouco 32. Dezenas de anos de estudo e milhões de dólares em equipamento depois somos prendados com esta notícia que não influenciar a vida de nenhum de nós. Sou pessoa para apostar que nem sequer são 33 vezes. Aposto que os astrónomos envolvidos neste estudo devem ter algum fetich secreto que envolve batas, enfermeiras e doutoras e que, ao invés de nos presentear com um valor composto por mais de 100 dígitos, optaram por dar vazão à sua tara através da adopção do número 33. Talvez nem exista este buraco negro. Talvez a equipa de cientistas estivesse próxima do prazo de entrega do relatório final da bolsa de investigação recebida para o projecto e, depois de terem gasto o dinheiro, olharam uns para os outros e tiveram a conversa seguinte:

Cientista 1 – “Epá! Não seria má ideia termos alguns resultados para justificar o dinheiro que gastámos. Alguma ideia?”
Cientista 2 – “E se inventássemos mais um buraco negro? Mais um, menos um… E quanto ao tamanho? Pode ter o dobro do tamanho do Sol?”
Cientista 1 – “Não!!! Isso é p´raí o tamanho o ego do Mourinho. Tem de ser muito maior. No mínimo 33 vezes maior do que o Sol.”
Cientista 3 – “Posso dar um nome ao buraco negro?”
Cientista 2 – “Podes. Pareces teres jeito para essas coisas abichanadas.”
Cientista 3 – “Não tenho nada!!”
Cientista 2 – “Acho que o facto de seres o único com um telescópio cor de rosinha, ficares doido quando se fala em buracos negros, e dar-lhes nomes como Roberto, Eliseu, e Andrade, quer dizer alguma coisa.”
Cientista 3 – “Em primeiro lugar o modelo cor de rosa estava em saldo! Em segundo são nomes dos meus amigos do Hi5″
Cientistas 1 e 2 – “Pois…”

Invenções à parte, e num tom mais sério, fica a ideia que andamos, por vezes, a olhar em demasia para o céu e temos deixado o que se passa na Terra em segundo plano. Se quisermos descobrir buracos negros do tamanho do universo não precisamos de olhar para o céu. Basta olharmos para o orçamento de estado e as políticas de saúde deste país.





jarbas…apetece-me ler algo…

3 02 2008

Pronto. Assumo. Vou adulterar um pouco o objectivo de fundo do estesitepartetudo. O que começou por ser algo que, supostamente, seria construído de forma partilhada acabou por ficar dependente da vontade de apenas uma pessoa. Assim sendo assumo este blog como meu e nele, para além das sugestões de sítios a visitar na web, vou reciclar alguns textos que tenho espalhados por aí. E mai nada.